E AGORA BRASIL? MÚCIO MORAIS

E AGORA BRASIL? MÚCIO MORAIS

Pois então, depois da reeleição do Presidente Lula, sem nenhum partidarismo de minha parte, quero comentar os fatos econômicos reagentes e como, pelos sinais daquilo que pode vir, quero utilizar a própria história, para entendermos o que esse momento está representando na economia do País, o mercado precifica o futuro, e o mercado ontem precificou uma piora considerável.

Sinais gritantes de alarme para um futuro próximo através da venda de ativos na Bolsa, as nossas empresas foram vendidas sem piedade, a preço de banana, lá fora o principal índice, o EWZ, que negocia as principais empresas Brasileiras no exterior, chegou a cair 28%, por aqui o índice Bovespa nem conseguiu abrir porque já achou uma queda de 17% logo de cara, fechando a 13.88%, o dólar chegou a $5,60 quae 12%, acabou fechando a $8,40 c0om uma alta de 8%, e os juros futuros negociados na B3, os mais longos, para 28, 29%, subiu 21%, a Selic de hoje está a 3,75%  fechando assim para o final do ano, não devemos ter mais cortes na taxa Selic, nesse ano de 2026. Lembrando que até semana passada a expectativa era de uma Selic de 3,25% porque o dólar tinha voltado a ser negociado abaixo de R$5,00, Dolar em alta, inflação contaminada, as comodities são cotadas em dólar, a farinha do pão, milho, café, açúcar, algodão, petróleo, Gás natural e por ai vai, tudo isso e muito mais é contada em dólar, dólar alto, inflação alta, simples assim.

Não somente de maneira direta em nossa mesa, mas de forma indireta, o milho, a soja, componentes da ração para o gado, o frango, os porcos, toda agropecuária, agricultura, exploração de minério e combustíveis, tudo é em dólar, bobeou, dançou!

Mas, voltando a história, pra entendermos a gravidade desse momento, o problema se agrava por falta de um plano extraordinário de ajuste fiscal, e não temos, e, por isso, não precisa ser um gênio para prever que a continuação desse processo pode lançar o Brasil em um dos seus mais complicados momentos, isso não é política, nem partidarismo, nem ideologia, apoio ou não ao Governo, nada a ver com isso. NÃO, isso é lógica, matemática, economia básica, é fazer os ajustes, e, embora seja muito tarde, se não acontecer, esta precificação vai tornar realidade.

O sinal mais claro e urgente é que o índice BOVESPA, só teve uma queda parecida em um dia, uma única vez na história, no dia 21/03/1990, no processo de implementação do plano Collor, no congelamento do dinheiro de todos os Brasileiros, e, todos sabem o que aconteceu com o Brasil, naquela época o dinheiro era tão desvalorizado que mal dava para comprar alimento, as cotações em dólar esmagavam a economia e o dinheiro não valia quase nada.

O índice Bovespa caiu mais de 17% e no plano Collor caiu 22,26%, e o dólar só teve uma alta deste magnitude em um dia, no dia 13/01/1999 quando o Brasil sofreu um ataque especulativo, Gustavo Franco (Presidente do Banco Central) pediu demissão, era o início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, Francisco Lopes foi nomeado Ministro da Fazenda e adotou a “Banda Cambial”, naquele dia em regime de urgência, a banda cambial ajustou o dólar em 8,6% e nesta semana a queda do Real frente ao dólar foi de 8,21% ou seja, ficamos quase 10% mais pobres em um dia, com a perspectiva de juros mais altos, nossos negócios e nossos empresas perderam mais de 1 TRILHÃO de Reais, em valor de mercado em apenas um dia.

Isso é o descontrole do Brasil sob o medo de uma gestão incapaz de promover o ajuste fiscal e controle imediato de gatos,  resultado das eleições presidenciais reacende o debate sobre o futuro econômico e os rumos da gestão pública no país.

A manutenção do atual modelo econômico coloca no centro das atenções a necessidade de reformas estruturais, estabilidade jurídica e responsabilidade fiscal para assegurar o crescimento sustentável, redução da carga tributária, redimensionando de programas, bolsas, etc.  são pilares essenciais para atrair investimentos e impulsionar a produtividade nacional.

Este artigo é um grão de areia na praia das incompetências, desmandos, politicagem, idolatria política, assistencialismo barato. Nesta semana foram concedidos “caminhões” em benesses nestes últimos dias de campanha eleitoral, Bilhões foram jogados no colo de alguns, e quem paga a conta?  É disso que estou falando, gestão, responsabilidade, amor à pátria acima do amor ao poder.


Somos um modelo econômico falido. Estamos em situação de calamidade, esta é a herança de governantes politizados, sem responsabilidade e amantes do poder a qualquer preço, e este preço agora cobra sua conta. Quem vai pagar? E agora?

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