Com a experiência de ser chamado por centenas de empresas para fechar o velho e abrir o novo ano, venho há anos percebendo o acúmulo de questões a serem tratadas nestes eventos, os briefings chegam cada vez mais carregados de questões comportamentais como postura, ousadia, dedicação, trabalho em equipe, liderança, exemplo no trabalho, assumir os erros, colaborar com ideias, trazer soluções, mostrar-se solidário nas tarefas...
Eventos nestas datas festivas deveriam trazer motivação, orientação para a vida, acolhimento e coisas que elevam o espírito e nos levem a pensar e rever a vida, longe das críticas ou cobranças, evitando processo de culpa, o trabalho motivacional pode sim trazer algumas questões comportamentais, mas, despertar o melhor das pessoas, deve ser o objetivo.
Os briefings carregados são uma amostra da necessidade de um projeto de educação corporativa que considere além dos treinamentos técnicos, também os comportamentais, orientando o clima organizacional e seus resultados ao longo do ano.
Descarregar o descontentamento da empresa sobre sua equipe em datas especiais pode trazer efeitos contrários e fortalecer a imagem de intolerância ou insatisfação por parte da diretoria e demais lideranças. Equipes que trabalham sob a batuta da crítica, escondem seus melhores dons, oferecem o mínimo possível e escondem-se das responsabilidades.
Mesmo em eventos como SIPATs ou Workshops de tecnologia, aconselha-se direcionar lugar na programação para tratar de questões humanas, equilibrar as intervenções.
O que estas empresas precisam?
UM PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CORPORATIVA, diversificado e regular é que vai trazer soluções para estas questões, tratadas adequadamente no ambiente, ritmo e intensidade onde acontecem, e, suas consequências e necessidade de mudança.
Este programa pode ser realizado em conjunto com assessorias técnicas ou de forma independente, mas, toda empresa operando em meio a diversidade de mercado necessita desta "solução" se pudéssemos mensurar o quanto deixamos de ganhar e investir por ter como colaboradores pessoas desmotivadas e com déficit de comportamento, faríamos investimentos consideráveis para corrigir os rumos "humanos" em nossos empreendimentos.
A educação corporativa é uma estratégia contínua de aprendizagem focada em desenvolver competências, disseminar a cultura organizacional e alinhar o capital humano aos objetivos de negócio da empresa. Diferente de treinamentos pontuais, ela cria uma cultura de aprendizado constante, impulsionando a inovação e a retenção de talentos
A prática é estruturada em pilares fundamentais:
Alinhamento Estratégico: Os programas de ensino são desenhados para suprir carências e metas de curto, médio e longo prazo da organização.
Gestão do Conhecimento: Criação, retenção e compartilhamento de conhecimentos específicos do negócio e do mercado.
Desenvolvimento Contínuo: Evolução alinhada aos Planos de Desenvolvimento Individual (PDI), capacitando colaboradores tanto em habilidades técnicas (hard skills) quanto comportamentais (soft skills).
Por que investir?
Retenção de talentos: Oferecer desenvolvimento profissional reduz o turnover (rotatividade).
Diferencial competitivo: Equipes bem capacitadas aumentam a produtividade e a qualidade das entregas.
Engajamento: Colaboradores sentem-se valorizados e parte do futuro da empresa.
Como implementar na prática
Para estruturar uma área de educação, escola ou mesmo uma universidade corporativa, as empresas costumam seguir este fluxo:
Diagnóstico: Mapear as lacunas de competência e objetivos estratégicos.
Design Instrucional: Definir a metodologia (presencial, online ou híbrida) e formatos (cursos, mentorias, podcasts).
Tecnologia: Utilizar plataformas de ensino, conhecidas como LMS (Learning Management System) ou LXP (Learning Experience Platform).
Mensuração de Resultados: Acompanhar indicadores para avaliar o impacto do aprendizado nos resultados da organização.
Vamos nessa? É SÓ CHAMAR! Múcio Morais

