Procrastinar.
O ato intencional de adiar ou deixar para depois uma tarefa importante.
Agora pense na procrastinação dentro das organizações.
Um ato muitas vezes “não intencional”, porém decisivo, de direcionar empresas ao seu próprio FIM. E não um fim bonito. Um fim lento, silencioso e previsível.
Vivemos um tempo em que esperar 30 minutos por uma pizza já parece demais. Entregas acima de um dia perdem valor. Assistir a um filme com comerciais? (denunciando a idade…) praticamente inaceitável.
O consumidor mudou. A velocidade mudou. O nível de exigência mudou.
Mas ainda escuto, em muitas organizações, expressões e comportamentos que simplesmente não cabem mais no mundo atual.
Decisões adiadas. Processos lentos. Excesso de cautela disfarçando insegurança. Apego ao passado em um mercado que já virou a página faz tempo.
E enquanto alguns travam…
Me impressiona ver não apenas as big techs — que merecem os aplausos — mas uma quantidade crescente de empreendedores ágeis, preparados, rápidos e extremamente competentes.
Gente que decide. Gente que executa. Gente que se adapta.
E por isso crescem. Prosperam. Avançam.
Lá na frente continuaremos vendo manchetes sobre recuperações judiciais, declínios e empresas que “não resistiram ao mercado”.
As desculpas seguirão as mesmas: juros, impostos, câmbio, petróleo…
Mas, ao mesmo tempo, continuaremos vendo empresas prosperando nos mesmos setores, nas mesmas regiões e sob as mesmas condições.
A culpa nem sempre é das estrelas.
Enquanto uns choram… outros constroem.
Bom findi!
Juliano Isley da Silva
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