A FRASE MAIS IMPORTANTE QUE UM JOVEM PODE DIZER: ESTOU INDO PARA MINHA CASA, TER A
MINHA VIDA!
A saída da casa dos pais costumava ocorrer logo após o ensino médio, entre os 18 e 19 anos. Esse movimento estava fortemente ligado ao ingresso na faculdade, alistamento militar ou simplesmente como opção de vida, quando o jovem conseguia um trabalho e passava a ter autonomia ao mesmo tempo que liberavam os Pais para avançar em novas etapas e experiências de vida. Muitos filhos, entre os quais me incluo, continuava, mesmo distante, a enviar apoio financeiro para os Pais, esse era o comum, o esperado dos filhos.
Filhos adultos que continuam morando com os pais, em grande parte da sociedade, sofrem preconceito além de um processo silencioso de infantilização e estagnação psicológica. Isso frequentemente gera sentimentos de insegurança, culpa, baixa autoestima e frustração, além de dificultar o desenvolvimento da autonomia e o estabelecimento de uma identidade própria.
Isso não é passado, é uma visão atual. Essa dinâmica é frequentemente alvo de julgamentos sociais, que rotulam esses indivíduos como "folgados", "imaturos" ou "eternos adolescentes", gerando estigmatização, pressão estética e desconforto, principalmente na vida amorosa, quando grande parte das mulheres consideram estes homens inadequados para um compromisso.
O rito de passagem tradicional, a idade exata e a dinâmica dessa transição envolvem alguns detalhes específicos:
o Maioridade: Aos 18 anos, cessa a obrigação legal dos pais de sustentar os filhos.
o A maioridade dá ao jovem autonomia para assinar contratos de locação imobiliária e legalmente adquirir seu imóvel. aos 18 anos você pode financiar um apartamento. A maioridade civil permite a assinatura de contratos de crédito.
o Repúblicas Universitárias: A ida para faculdades que ficam em outras cidades é um motivo comum para a mudança aos 18 anos, e, após completar o curso, o jovem segue seu caminho.
o A necessidade natural do jovem em ter sua vida, suas coisas, acertar e errar por conta própria sem interferência dos Pais, exceto quando sente que precisa de conselhos ou apoio.
Quando não acontece este desligamento, o jovem, às vezes nem é mais jovem, e, enfrenta estigmas culturais pois demorar muito para sair de casa não é bem visto,
A idade média de saída tem subido nos últimos anos devido ao custo de vida. Muitos jovens que terminam a faculdade retornam temporariamente para a casa dos pais para economizar dinheiro antes de se estabelecerem de vez, o problema é quando isso dura mais do que deveria, o jovem se torna acomodado e mesmo tendo seu trabalho e participando das questões financeiras da casa, não se livrará deste estigma.
E os Pais? É sabido que os Pais ao
longo da vida fazem diversas adaptações para educar e sustentar os filhos, é
justo que após esta tarefe tenham liberdade para readaptar a vida, se há um
casal, eles podem fazer planos, modificar rotinas, eliminar costumes, começar
uma nova etapa no relacionamento, enfim...
E, Pais separados, da mesma
forma, precisam de espaço para, se quiserem, buscar novas amizades, novos
relacionamentos, se apaixonar novamente, ter um(a) novo(a) companheiro(a) para
seguir em frente as novas etapas de vida.
Mas, com filhos adultos em casa?
Como fazer isso? Obviamente não tem como, por mais entendimento que o(s)
filho(s) possa(m) ter, a nova pessoa não se sentirá a vontade, tendo que
dividir o espaço de dois, com mais pessoas, algumas situações como:
o Divergências,
o Conflitos de personalidade,
o Falta de autonomia,
o Ciúme
o Medo de rejeição
o Perda da atenção, quanto ao amor e ao tempo dedicado da mãe (pai) para o novo(a) parceiro(a).
o Desafio à autoridade (Um novo cônjuge tem que assumir um papel de autoridade, até de disciplina)
o Crenças divergentes do filho(a) com o novo cônjuge; (Um amigo, recentemente casou-se, porém, o filho de 24 anos morava com a mãe, não demoraram os conflitos, e, o ambiente do casamento ficou muito ruim, a mãe se recusava a pedir ao filho para seguir em frente e o resultado foi a separação, com muitos conflitos, muita dor, pois o casal se amava muito, um sonho destruído por falta de critério e não respeitar o curso natural da vida.).
o A falta de entendimento de que o lar, a casa, é do casal, e eles fazem as regras, algumas delas serão novas e filhos mais velhos dificilmente vão se adaptar;
o Invasão de privacidade e espaço;
o A mudança de rotinas domésticas, regras da casa ou a divisão física do espaço com uma nova pessoa causa atritos imediatos.
o A mãe e o cônjuge estão na fase de paixão e conexão rápida, e, a presença de um outro adulto na casa pode atrapalhar os “bons momentos” do casal e trazer constrangimentos;
Pois então, cabe a cada casal
refletir com profundidade e realismo sobre o modelo e ambiente de
relacionamento querem ter, em muitos casos de sucesso esta transição começa bem
antes do casal decidir dividir o mesmo teto, esta ação evita futuros conflitos
e já dá ao remanescente uma “folga” emocional para imprimir o ritmo ideal na nova
vida.
É seu caso? Pense nisso!
Múcio Morais
PALESTRAS PARA CASAIS / PALESTRAS DE RELACIONAMENTO / ENCONTRO DE CASAIS / PALESTRAS PARA JOVENS / WORKSHOP DE RELAÇÕES PESSOAIS.
