Quantas vezes nos vemos nessa condição, um nó cego, só pra refrescar a memória, esta expressão é uma gíria popular brasileira usada para descrever uma pessoa encrenqueira, teimosa, difícil de lidar ou astuta, que cria confusões difíceis de resolver, contumaz em cometer erros, em algumas regiões, também é usado para designar o errante ou aquele que foge do padrão comum da sociedade.
O Nó cego muitas vezes é estabelecido pelo oportunismo e prazer de outros em apelidar, rotular, identificar pejorativamente uma pessoa, é uma conduta ofensiva que causa constrangimento, humilhação e fere a dignidade humana.
Convivemos e fazemos a escolha de estigmatizar, rotular. Interessante é que a palavra estigmatizar tem sua etimologia ligada ao grego e remete ao uso do ferro em brasa para marcar criminosos ou escravos, imagine isso, quando reforçamos as dificuldades ou defeitos dos outros, estamos colocando uma marca que será identificada pelas pessoas e por muitos assimilada como personalidade.
Quem não comete erros, tem falhas em se relacionar com os outros, se manifesta na hora e de forma equivocada, somos uma coleção de enganos e acidentes relacionais.
A decisão de perceber e correr em socorro do "Nó cego" certamente é a melhor escolha, um bom papo com o devido cuidado, conselhos e orientações, podem fazer muito por alguém que deseja mudança, perceba bem o que digo: "deseja mudança"pois muitos já incorporaram clichês inúteis à sua maneira de viver,
Interferir para transformar, apontar direções, repreender e educar, desejar com sinceridade que o outro cresça, isso aliado à escolhas de como "chegar", são caminhos que poucos escolhem, considerando o alto índice de reações não positivas, e, até mesmo, a rotulação como "perfeito" e aí a roda não para de girar.
Pense sobre isso!
Múcio Morais
