FATORES DE RELACIONALIDADE HUMANA NO SEC XXI - OS (DES)ENCONTROS VIRTUAIS - MÚCIO MORAIS

FATORES DE RELACIONALIDADE HUMANA NO SEC XXI - OS (DES)ENCONTROS VIRTUAIS!

Múcio Morais | Síntese da Palestra

Com o advento da cyber cultura, as relações sociais de certo modo foram completamente reformuladas. É possível fazer operações bancárias, conduzir uma conferência, conhecer novas culturas, fazer compras no mercado e tantas outras coisas sem sair de casa.

Começamos a nos perguntar se neste novo desenho social, a premissa do nosso amigo continuaria válida. Certa vez um filósofo amigo nosso disse: "Na verdade, o ponto central da busca humana se resume à velha questão arquetípica – da busca do herói por sua princesa e vice-versa". 

A teoria parece simplista e possui dificuldade de ser sustentada ante aos desencontros da vida que acabam forjando um certo ceticismo acerca da afirmativa… Contudo, sua assertiva conduz a uma reflexão sobre as relações afetivas na contemporaneidade.

Com o advento da cyber cultura, as relações sociais de certo modo foram completamente reformuladas. É possível fazer operações bancárias, conduzir uma conferência, conhecer novas culturas, fazer compras no mercado e tantas outras coisas sem sair de casa.

Começamos a nos perguntar se neste novo desenho social, a premissa do nosso amigo continuaria válida.

Em nossa atividade profissional, diariamente tomamos contato com dezenas de histórias e de pessoas ávidas por resinificarem alguns aspectos de sua vida, ou mesmo ela por completo. É relativamente possível perceber os ecos da cultura virtual chegando ao campo do amor romântico. Mais de uma vez ouvimos que a internet foi um instrumento de facilitação da assunção do papel homo afetivo, por exemplo. Escutamos histórias positivas, de pessoas que encontraram novos amores a partir dos sites de relacionamento, mas também ouvimos histórias de desapontamento neste campo.

Como diz o ditado “não existe nada de completamente errado no mundo, pois até mesmo um relógio parado está certo duas vezes ao dia”, cremos ser prudente não empunharmos a bandeira de tratar a rede virtual como a panaceia ou como algo a ser demonizado. 

Ao contrário, os sites de relacionamento crescem fartamente, pois há um público que demanda amar e ser amado. Torna-se uma ferramenta útil pois funciona como uma espécie de filtro, permitindo uma busca focada em aspectos que a pessoa entende como imprescindíveis num parceiro: nível cultural, pertencimento religioso, faixa etária, etc.

Pode-se também argumentar positivamente no quesito “espiritualidade” não religiosa, mas me refiro ao fato de poder se conhecer melhor o “interior” os pensamentos, pontos de vista, gostos e sinais de comportamento que fazem parte dos primeiros contatos “não visuais” que a internet propicia, é evidente que não nos referimos às personalidades forjadas, mas àqueles que honestamente se utilizam desse meio. Como diz um amigo nosso que é um case de sucesso amoroso da internet: “Ela nunca teria me dado bola se tivesse me visto no supermercado”.

Os grandes riscos atrelados à busca virtual é o de se deixar envolver por uma ficção, um personagem, pois não se tem a garantia que as características auto descritivas são reais. Talvez por isso, as estatísticas mostrem que o percentual de relações que se iniciam no ambiente virtual e que obtém sucesso, é das que o mais cedo possível saem da virtualidade. Assim, se tem acesso o quanto antes ao ser real, impedindo projeções que podem resultar em desapontamentos. A este respeito, em especial os relacionados aos aspectos físicos, uma vez que o foto shop já se encontra à disposição de todos e todas!

Outro fator preocupante no campo das relações virtuais, é o fato destas ou funcionarem como uma defesa: indivíduos que apenas se relacionam virtualmente, sem desejar concretizar aquele encontro ou funcionarem como matéria de dispersão: dezenas de possibilidades, dezenas de pessoas parcialmente interessantes, dezenas de chamadas simultâneas no WhatsApp e outras ferramentas virtuais com mensagens pré-fabricadas, stickers, memes, e uma grande dificuldade de vinculação e aprofundamento nos eventuais encontros.

No mais, vale o refrão do Lulu Santos: “Não leve um personagem pra cama, pode acabar sendo fatal”…

Podemos levantar ainda os processos de pré-decisão ou, tomando como empréstimo uma terminologia de marketing, a “pesquisa de mercado” praticada por indivíduos que mantêm uma relação instável e incômoda, necessitam de subsídios para impulsionar uma decisão no caminho do rompimento, estando as relações virtuais ainda dentro de um certo anonimato, acabam por lançarem a candidatura a “futuro disponível” para ver a quantas andam o seu ibope. 

A internet é mais uma possibilidade de interlocução humana, não é o meio por excelência. E com relação à provocação inicial feita pelo nosso amigo, Sim, ele tem razão, esta busca é uma das que mais nos movem!

Sucesso a todos!   Múcio Morais | 


EU? NÃO! EXPLICAR O ERRO X ADMITIR-SE FALHO - MÚCIO MORAIS

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EU? NÃO! A CAPACIDADE DE EXPLICAR O ERRO X A INCAPACIDADE DE ADMITIR-SE FALHO!

Múcio Morais | Síntese da Palestra

Nos últimos anos estamos assistindo a um verdadeiro festival do uso da língua portuguesa no sentido de se conseguir negativas e explicações para os mais diversos atos de desonestidade, corrupção e participação em desvios de conduta. Obviamente já escutamos diversas destas desculpas em nosso dia a dia, quem não tem um parente ou conhece alguém enrolado, que vive fugindo às responsabilidades, um preguiçoso profissional, alguém que seja um eterno devedor, goste de mentir, desde os pequenos até os maiores delitos, de certo forma a primeira saída para nos protegermos da possível “revelação” de nosso real caráter, é mentir ou minimizar. As formar e expressões são inúmeras,

VEJA ALGUMAS PÉROLAS:

o   Não tenho conhecimento do inquérito;

o   Não tenho envolvimento com nenhum fato ligado a...

o   Desconheço o teor das acusações;

o   Jamais participei de quaisquer atos ilícitos;

o   Nego qualquer participação em os fatos narrados;

o   Não tomamos conhecimento dos atos praticados;

o   Temos consciência de que as acusações são falsas;

o   O Suposto ato não tem nenhuma relação conosco;

o   Rechaço e nego veementemente a participação nos fatos;

o   Estou indignado e preocupado com a perseguição do Ministério Público;

o   As doações realizadas foram legais e devidamente declaradas;

o   A empresa ressalta que obteve todos os seus contratos de forma regular;

o   Sempre atendemos a todas as normas de fiscalização e execução;

o   Nego qualquer participação em atos ilegais;

o   "jamais participei, direta ou indiretamente, de qualquer ilegalidade;

o   O Delator não tem nenhuma credibilidade para me incriminar;

o   Sou vitima da boataria criada pelo poder Judiciário e pela Imprensa desse País;

o   Desafio a qualquer um a provar minha participação;

o   Jamais existiu qualquer participação de minha parte em nenhum dos fatos apresentados;

o   Duvido que exista uma pessoa mais honesta que eu nesse País;

o   Não me pronunciarei sobre o caso até ser notificado e tomar conhecimento do teor da ação;

o   Não me manifestarei sobre o caso. "Não sei de nada, não recebi nada, não posso falar nada";

o   Essa declaração é requentada e absurda;

o   Nesse País a coisa mais fácil que existe é atentar contra a honra de um homem ilibado e digno;

o   Assinei em confiança ao meu Marido, jamais li ou soube do que se tratava;

o   Todo mundo pode ganhar uma joia não pode?

o   Nada é meu tudo pertence a amigos e eu apenas usufruo;

o   Para mim todos esses fatos são novidade;

o   Eu nem lá estava naquele dia;

o   Quem disse isso?

o   Agora que a gente vê quem são seus amigos;

o   Eu não tive a intensão;

o   O meu passado diz quem sou, não preciso me explicar;

o   Eu sempre levo a culpa mesmo;

o   As pessoas estão sempre armando para mim;

o   Não quero falar mais deste assunto, pra mim já deu!

o   Se você se sente melhor assim, então, a culpa é minha;

Explicar, maquiar, procrastinar, empurrar, esconder-se, justificar-se, culpar outros (direta ou indiretamente) mentir, enganar e outros comportamentos semelhantes são parte de nossa formação, isso mesmo, em muitas culturas as coisas não são assim, e aprendemos desde cedo como fazê-lo. Estes pequenos “jeitinhos” vão ganhando proporção à medida que conseguimos nos safar de assumir responsabilidades por nossas falhas.

A Incapacidade de admitir que falhamos tem origem em nossa maneira de ver a nós mesmos, um estrabismo existencial que nos faz sentir como se fôssemos o próprio erro. Fugimos de ser incompetente, inadequado, falso, inabilitado, inconveniente, infiel, isso causa uma pressão enorme em nossa autoestima, nossa autoimagem, e, muitas vezes inconscientemente tomamos providências para manter a “pose”, assim evitamos a culpa, a auto piedade estagnadora, com o domínio e incômodo de nossas piores emoções, aquelas que apontam para nós mesmos no sentido negativo, enfatizando o descumprimento de padrões aceitáveis à sociedade e ao meio em que vivemos.

Todos precisam buscar um caminho para este dilema, para alguns a admissão do erro é simples, parece que sua autoimagem não é abalada com o fato de se pegarem em um deslize, isso me parece muito saudável.  Parecem ter alcançado o entendimento da “tragédia humana” em diversos níveis e a si mesmos não julgam com tanta severidade em virtude desse entendimento.

Possivelmente outro fator pode ser a capacidade de enxergar a vida e seus fatos como possibilidades de aprendizado encarando as falhas como “resultados’ e não como erros. Desta forma minimiza-se consigo mesmo e redime-se com a outra parte envolvida e prejudicada. Quando entendemos que a falha é parte de nossa caminhada conseguimos ver o outro com mais complacência. Conseguimos nos ver com mais leveza e dignidade.

Quero dar algumas direções, baseadas em minha própria caminhada, para ajudá-lo a vencer as dificuldades em assumir seus erros, espero que ajude:

Humildade, assuma o erro e diga a si mesmo, eu errei! Quando se assume um erro, dividir esta constatação com outros se torna mais leve. Acredite, o pior Juiz do mundo é você mesmo. Apenas admita e desculpe-se sinceramente. Sem explicações do porque, o que ou seja la o que for, admita o erro sem explicações adicionais. Errei, pronto! Quando agimos desta forma geralmente conseguimos quebrar as barreiras que se criam entre pessoas que erram umas com as outras.

Desarme-se, coloque-se no lugar do outro, perceba o sofrimento do outro. Nesses momentos é bom deixar nossos melhores sentimentos fruírem, pense que em alguns momentos da vida você também vai precisar ser visto(a) com olhos de ternura, de bondade, de leveza. Então faça isso.,

Entenda o lado do outro, como é difícil entender quando achamos que estamos certos. Abra mão de sua justiça própria em favor da paz. Existem muitas maneiras de fazer e pensar sobre algo, possivelmente os dois estão certos.

Se deve algo, se causou danos, pague!

Não saia como perdedor, como gostamos de ser vítimas, de sair fragilizados e virarmos o centro das atenções, NÃO É ESSE O OBJETIVO, o propósito é consertar o acontecido, aprender, amadurecer, então seja sincero(a) e honesto consigo mesmo, exponha-se, fale de sua falha, reconheça que precisa mudar e mude!

Voltando aos corruptos, percebo uma atitude dirigida e consciente na direção do erro, obviamente são contumazes na prática do mal, prejudicam milhões de pessoas privando-as do melhor atendimento em todas as áreas de necessidade humana. Colocam-se como servidores e acabam se servindo desta posição, utilizando as próprias prerrogativas dadas em favor da sociedade para proveito próprio.

Este comportamento de “erro consciente e inconsequente” me parece um desvio moral de grande proporção, o tipo de desvio que dificilmente pode ser tratado fora de um ambiente controlado (Prisão ou manicômio judicial) e obviamente o infrator nesse nível precisa ser retirado do convívio social e impedido de retornar em condições que cedam qualquer tipo de privilégio. Parece-me que este indivíduo necessita de um período enorme de reeducação e conscientização, além de contato com a espiritualidade e seus componentes humanos para se recuperar.

Não creio que os princípios tratados aqui sobre a culpa e assumir os próprios erros sejam suficientemente adequadas a este nível de comportamento (os corruptos) exceto em uma condição especial (Prisão ou manicômio judicial) como acima citado. Obviamente aguardamos as confissões e pedidos de desculpas por parte dos corruptos, mas isso dificilmente ocorrerá, existe uma autoimagem extremamente adoecida que impregna as emoções destas pessoas de maneira avassaladora.

Sucesso a todos em sua carreira de tornar-se um ser humano melhor!

Múcio Morais

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Chocado, uma Criança falando em matar um Presidente - Múcio Morais

(Foto: PMERJ)  / Não é surpresa pra ninguém os fatos que estão sendo levantados e analisados nas operações do MPF, Polícia Federal, Polícias Civis dos Estados, Auditores, nenhum Brasileiro é tolo para acreditar que “tudo” será descoberto, sabemos que os roubos, desfalques, desvios e todo tipo de corrupção que nosso País sofre é coisa de décadas e a meu ver não estamos nem perto de 1% (Um por cento) das descobertas, nem seremos ressarcidos de forma justa. Tudo isso forma um bojo de motivos para nossa revolta, indignação e outros sentimentos.

TUDO SEMPRE DÁ CERTO, SE O CERTO É APRENDER - Múcio Morais

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Pensando sobre as causas e efeitos na vida, percebendo a fragilidade da linha entre o otimismo, o realismo e o pessimismo.

Se o negócio dá lucro, ganhamos, pelo menos em tese, aumentar nosso patrimônio parece ser uma coisa boa. Mas se o negócio tem entraves, problemas, altos e baixos, também ganhamos experiência, resistência, capacidade de encontrar saídas, estratégias, amadurecimento, não é que ganhamos mesmo?

No campo das relações as coisas também são assim, se a relação perdura, solidifica, ganhamos, pelo menos em tese estamos ancorados emocionalmente e psicologicamente em um processo agradável de relacionamento, mas, se não dura, não dá liga, encrua, então ganhamos também UAI! Aprendemos refletindo sobre nossas ações ou a falta delas, aprendemos avaliando nossa personalidade no convívio com as diferenças, ganhamos em confiança pela aquisição da experiência e não deveria ser o contrário, mas infelizmente para muitos é assim, traumas e medos!

Medir a vida por resultados e buscar disciplina mental no sentido de uma visão positiva dos fatos é a diferença entre vencedores e quase vencedores, todo mundo conhece a história do copo meio cheio ou meio vazio, é simples, mas é real, ver a vida pelo ângulo dos resultados nos faz olhar a vida em perspectiva, vendo no plano, aquilo que não é plano. Utilizando nossa capacidade cerebral para avaliar de forma produtiva os fatos da vida, criando relevos, povoando estes relevos, colocando luz e construindo possibilidades, a vida se transforma nesse momento em uma viagem.

Como na história do caçador que enviou o filho à frente para descobrir uma trilha, depois de algumas horas o filho voltou, todo arranhado e cheio de hematomas disse ao Pai, por aqui não dá, em certo ponto tem muitos espinheiros e pedras, acho que não dá pra ir alem daqui. O Pai com serenidade perguntou então, tudo bem filho e por onde podemos ir? (Sabia não? Eu vou te contar, E-Book 2011, Morais Múcio)

O Filho descobriu o que não fazer, achou os espinhos e pedras, trouxe sua crítica e barreiras mas não foi capaz de, naquela situação, descobrir um jeito de passar adiante.

Como dito no início do artigo, perceber a fragilidade da linha entre o otimismo, o realismo e o pessimismo é o fundamento básico para a felicidade, saber fazer as escolhas e entregar-se aos exercícios diários na busca do melhor estado de espírito é o que proporciona o equilíbrio necessário para a sobrevivência em qualquer tempo. Ser um aprendiz da vida e ter como meta básica de satisfação o aprendizado, o desenvolvimento da sabedoria, a maravilhosa descoberta do sentido real da vida. Em muitos momentos da vida, saber vai valer muito mais do que ter!

No Caminho!

Múcio Morais / Palestrante Motivacional

Fone/zap: (31) 99389-7951


O QUE VOCÊ QUER? TER RAZÃO OU RESOLVER? - MÚCIO MORAIS

O QUE VOCÊ QUER? TER RAZÃO OU RESOLVER?  -  Múcio Morais | Síntese da Palestra

Estava observando um embate de dois comentaristas esportivos nesta semana, eu só queria saber a agenda esportiva, mais nada; Tive que escutar uns 20 minutos de conversa puramente emocional e tentativas de diminuir a opinião do outro, que, a cada frase devolvia imediatamente com um insulto ou argumento carregado de raiva e insensatez, valeu tudo, ofensas, descrédito, futilidades, bravatas, um triste espetáculo.

SINDAV – Síndrome da Dependência Afetiva Virtual - Múcio Morais

Estou chamando de SINDAV (Síndrome da dependência afetiva virtual) as percepções que tenho feito de um processo de interação emocional que gera dependência afetiva nos meios virtuais.

Já fazem alguns anos que venho pesquisando a fundo as relações virtuais em diversos níveis, obviamente é importante entender que este é o novo modelo comunicacional da humanidade, lembro-me bem de uma madrugada receber a seguinte mensagem de minha filha pelo Whatsapp: Papai você está roncando muito, vire-se, era minha filha no quarto ao lado. Pode? Estamos já integrados neste novo modelo, mas, em alguns momentos este processo nos impõe novos comportamentos e cuidados.

Falando especificamente da SINDAV pude constatar em diversos níveis uma possibilidade afetiva que dificilmente seria construída ao vivo, em uma convivência digamos presencial, física, pois no canal virtual se pode até mesmo construir uma personalidade adequada ao momento, esta construção é simples, em meio aos nossos anseios e referências, nos tornamos quem quisermos, desde um Homem de Ferro, forte, ágil, heroico; Um Einstein, genial, culto e inteligente; Um Gandhi, Pacífico, Introspectivo e altruísta; Uma Madre Teresa, Generosa, filantropa e bondosa; Um Roberto Justus, Empresário, dinâmico, severo e determinado; Um Luiz Fernando Guimarães, Engraçado, bem humorado e espirituoso; Um Roberto Carlos, Romântico e amante à moda antiga; Um Pedro Pascal, galã, símbolo sexual e homem cobiçado por todas as mulheres; Um Carlos Drumond Andrade, Intelectual, poeta, sensível e habilidoso com as palavras; Enfim, neste ambiente podemos ser quem quisermos e atrair espertos e ingênuos, também depende do outro lado, qual será o personagem incorporado para atender necessidades e expectativas suas e do outro.

A dependência emocional começa a partir deste rumo, as coisas vão se definindo a medida que a história vai acontecendo e nossas necessidades básicas de atenção e carinho, o que afinal fazem parte da existência humana e são fundamentais para que se possa viver de modo feliz, sejam atendidas ou mostrem boas perspectivas de acontecer.

(Uma pesquisa encomendada pela Johnson & Johnson ao Ibope revelou a opinião dos brasileiros acerca das demonstrações de carinho. O levantamento que contou com dois mil entrevistados, mostrou que 62% da população considera o afeto importante em suas vidas. Mostrou ainda resultados alarmantes: 28% da população brasileira diz não ter recebido carinho na vida, enquanto 21% afirma jamais ter dado carinho a qualquer outra pessoa. Pesquisa IBOPE, 10 de out. de 2012.).

Esses são dados que nos ajudam a entender atualmente o sofrimento das pessoas e a carência emocional, que não é nova, mas se acentuou em tempos de pandemia. Muitos acabam se tornando emocionalmente dependentes de outros, esta situação traz problemas para ambos, se no campo físico, relacional, cria-se um estresse quase insuportável, se no campo virtual, uma relação desequilibrada, desigual e artificial, considerando a fragilidade dos personagens criados.

A SINDAV tem se estabelecido em muitas pessoas que têm enfrentado problemas de afetividade, afeta homens e mulheres das mais variadas idades. Boa parte da população sente que não recebem o amor que precisam ou sonham para suas vidas. Sentem-se vazios e ansiosos por serem amados, admirados e aceitos, uma simples frase de elogio pode fazer maravilhas, um simples comentário positivo pode trazer um prazer imenso, e é aí que a dependência se estabelece.

Este é o sintoma básico característico de dependência emocional virtual extrema, causado pela carência afetiva. Não diferencia muito da dependência presencial, a SIDAV tem os mesmos caminhos, exceto pelo surrealismo presente na definição do EU criativo, trazendo quase que o inconsciente para dançar conforme a música.

Atualmente estou também trabalhando com o TIKTOK, um aplicativo muito interessando de vídeos, onde democraticamente as pessoas podem ser “artistas” e mostrarem seu talento para outros em toda parte, assisto vídeos desde donas de casa, agricultores, engenheiros, médicos, aspirantes a modelo, adolescentes, casais, enfim, observo as relações e percebo muitas coisas geniais, mas no caso específico da SIDAV, percebo em especial nos homens, seguidores de mulheres, pseudomodelos, pseudoamantes, pseudoindefesas mulheres em busca de um amor verdadeiro, a carência profunda e a utilização dos  mais diversos personagens e suas artimanhas, homens que se jogam aos pés de sua amada virtual, expressando os mais profundos e íntimos sentimentos, alguns de forma pornográfica, erotização barata, mas outros com profundidade de sentimento, quase uma entrega de si mesmo ao platônico amor que do nada apareceu em sua vida e se torna uma muleta para combater os sentimentos de ansiedade, medo, insegurança, baixa autoestima, solidão, tédio, mágoa, revolta e raiva, dentre outros.  

Nos comentários percebe-se que cada um sente-se único, exclusivo, mesmo tendo na mesma página manifestações tão profundas de “sentimentos” quanto a sua, e as respostas semelhantes de correspondência do amor verdadeiro e fulminante daquela Diva.

Não preciso falar que estes homens despejam presentes (em forma de um tipo de Bônus adquiridos no próprio APP) e  muitas chegam a dar o PIX durante suas intermináveis, maçantes, e sensualizadas lives, onde elas fazem o show da sensualidade, com roupas, gestos, poses, dancinhas, vocabulário de duplo sentido, mostrando-se surpresas e constrangidas com tanto carinho e amor, derramando gratidão e nominando cada gesto como se fosse único, com muita intimidade com cada um, que se sente exclusivo, sendo chamados de meu amor,  minha vida, paixão, gato, meu homem, meu lindo, gracinha, meu príncipe, além é claro dos nomes no diminutivo, Fabinho, Joãozinho, Pedrinho... Tudo isso atrai os pobres dependentes emocionais que se tornam cada vez mais escravos deste modelo de satisfação emocional.

O perigo aqui é a vulnerabilidade a oportunistas especialmente diante de pessoas mal resolvidas emocionalmente ou com relacionamentos complicados. Alguns estão mergulhados na carência e não consegue perceber a chegada de um predador e suas táticas de sedução, ela não conseguirá atinar-se ao perigo e poderá facilmente ser iludida e entregar-se. Para muitos isso é apenas um jogo, para outros isso será a história de sua vida. Algumas semelhanças com a dependência química? Eu vejo!

ALGUNS SITOMAS QUE PODE MOSTRAR A SINDAV

1.      Ansiedade para entrar nos APP, geralmente é a primeira e última ação do dia;

2.      Ciúmes de outros participantes;

3.      Insegurança quando não é citado;

4.      Euforia quando é citado;

5.      Atração física;

6.      Acesso a sentimentos profundos por aquela(as) pessoa(s)

7.      Sensação de estar apaixonado(a)

8.      Sensação de estar sendo correspondido(a)

9.      Insegurança

10.   Submissão extrema às pessoas;

11.   Medo de desagradar a pessoa(s);

12.   Crença de que este relacionamento te trará felicidade;

13.   Falta de planos nem perspectiva para a própria vida;

14.   Sentir-se sozinho(a);

15.   Sentimento de inferioridade;

16.   Necessidade de chamar a atenção das pessoas, uso exagerado de emojis, excesso de palavras para elogiar, etc;

17.   Necessidade urgente de algum relacionamento com aquela(s) pessoa(s) nas bases virtuais.

18.   Erotização,

19.   Vício na Autossatisfação com relações virtuais;

20.   Irritação quando interrompido;

 

Uma vez que você conhece melhor os sintomas da SINDAV, é importante começar a agir para se livrar do problema.

O Primeiro passo para se livrar da SINDAV é reconhecer o problema, você precisa buscar estar bem consigo mesmo. Entender e refletir em uma verdade absoluta: Ninguém deve condicionar a sua felicidade às outras pessoas. Se alguém faz parte de sua vida deve acrescentar de diversas maneiras e não te escravizar ou simplesmente suprir suas carências. Esta crença fortalecerá sua vontade de vencer, te fará reconhecer-se em suas qualidades e em seu valor como ser humano.

Conheça seus limites, desenvolva a capacidade de lidar com suas limitações e as limitações de outros, tenha-se em alta conta, ame-se pelo que você é e onde deseja chegar. É importante ainda que você mantenha boas relações comas pessoas com quem convive e perceba as diversas formas de amor, podemos amar e ser amados em diversas maneiras. Aprenda isso e comece a ser melhor também para si mesmo. Elogiando-se, reconhecendo-se como uma pessoa capaz e cheia de qualidades e sabendo valorizar as próprias conquistas. No caso de dependência com mulheres ou homens na internet, NÃO SEJA UM BOBÃO OU BOBONA, BABÃO OU BABONA. Valorize-se, alguém só quer tirar uma casquinha em você.

Aprenda a aproveitar momentos sozinho, toda carência nos leva para fora de nós mesmos, isso é um erro grave, sua carência está dentro de você, então resolva lá dentro, faça coisas que você gosta, exercite-se intelectualmente, divirta-se, aproveite melhor seus tempos a sós. Como desejar ser completo com alguém, quando você mesmo não se sente completo consigo.

Aprender a se amar é mais do que importante, é fundamental para que você não tenha que viver e depender do amor de outra pessoa. O amor é algo que deve partir de você, para que você se sinta satisfeito com o seu próprio amor.

Muitas pessoas por estarem sem uma relação amorosa há muito tempo, acaba caindo no erro de criar uma relação “substituta” mesmo que interiormente saiba que aquilo não passa de uma fantasia, somente para acalentar o coração gelado de solidão, NÃO FAÇA ISSO. Dê o tempo necessário para se recuperar do relacionamento anterior, e somente então, pensar novamente em contrair um novo relacionamento, mas que seja real, a relação SINDAV somente trará mais angústias e ansiedade.

Procure ajuda

Se você percebe que está sofrendo da SINDAV (Síndrome da dependência afetiva virtual) já sabe que tem uma carência emocional difícil de enfrentar sem ajuda, enfrentar tudo isso sozinho, nem sempre se chega a um bom resultados, precisamos de pessoas, em especial especialistas como Psicólogos, Psiquiatras, Grupos de Ajuda, admita que tem problemas e procure resolver o mais rápido que puder. Deixe o preconceito que ainda é comum em nossa sociedade “só loucos e desequilibrados” se consultam com tal tipo de profissionais, isso não é verdade, estes profissionais trabalhando juntos podem ajudar muito na solução.

Estes são apenas alguns dos aspectos da SINDAV, ela se manifesta em outros modelos relacionais via internet, por hora fico por aqui, farei outros artigos destacando modelos diferenciados desta patologia.

Forte abraço,

Múcio Morais / Palestras  Motivacionais / Comportamentais /

ESCOLHENDO UM TREINAMENTO DE FORMA CONSISTENTE

ESCOLHENDO UM TREINAMENTO DE FORMA CONSISTENTE - (DICAS) Múcio Morais

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